A dança moderna, que conduziu à dança contemporânea de hoje, apareceu no fim do século XIX. Nasceu no Ocidente, resultado de uma recusa das regras demasiado rígidas da dança clássica.. A dança contemporânea recusa a tradição, não é a tradição, não tem tradição.
Cria uma ruptura com o hábito de acreditar, de pensar, de se representar. A dança contemporânea não é fechada sobre si própria, não hesita a misturar-se com outras artes, como a imagem, a música, o teatro, a literatura, entre outros.
A dança contemporânea é, por definição, a dança de hoje, saída de numerosas correntes da dança moderna desde Isadora Duncan (dança livre) até Pina Bausch (dança teatro) passando por Nikolaïs (corpo desenhado), Cunningham (corpo linear) , Limon (curvas e círculos)... que nos revelaram diferentes técnicas hoje extensamente exploradas.
A técnica da dança contemporânea recusa as barreiras, os tabus. Evoca uma estética, uma maneira de dançar, um estilo diferente das outras danças. Este tipo de dança é único e múltiplo. Poderíamos mesmo dizer "as danças contemporâneas" no lugar da "dança contemporânea", uma vez que cada um tem a sua maneira de ver, receber e de se representar através desta dança. Além disso cada bailarino, cada coreógrafo, cada investigador, cada espectador, tem a sua definição, as suas esperas, as suas representações da dança contemporânea.
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